sábado, 19 de abril de 2008

do David...

" Temos cinco sentidos. São dois pares e meio de asas.

- Como quereis o equilíbrio?"

Hai- Kai - David Mourão-Ferreira

Tanto...

... me disseco, me divido, na tentativa de tornar as coisas mais claras, mais compartimentadas... tanto me clivo para pôr um nome a cada coisa, como se eu fosse uma despensa onde cada frasco tem de ter etiqueta... que eu dia destes acho que me parto.
Ou isso ... ou ganho juízo.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Graus


"...se for certo, continuará a ser certo daqui a 6 meses ou um ano..."
será?

domingo, 16 de março de 2008

Será...

que para ficar longe somos precisos dois, ou um dá conta do recado?


Hoje juntei morangos ao cardápio. Continuo a não achar deprimente.

sexta-feira, 14 de março de 2008

quarta-feira, 12 de março de 2008

Acho que me estou a tornar

...promíscua.


Tenho outro homem na minha vida: David Mourão-Ferreira.


E que bem que me sabe.....

segunda-feira, 10 de março de 2008

domingo, 9 de março de 2008

...

"sinto o medo do avesso"

Miguel Torga

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Ainda da vontade....

...voltou. Desfasada da capacidade de me entender com o computador. Mas voltou.

do Francisco

como diz a barrinha, que por vezes serve de consciência, tem 13 meses e uns dias...ok, semanas.
Anda. Bem. Mas sozinho, sff, que já é crescido.
Parece um pinguim, de braços a tentar equilibrar uma marcha que mais parece um hino á queda iminente.
Come. Muito bem. Tudo e mais qualquer coisinha. De preferência, com um talher na mão, mais uma vez, sff, que já quer (muito, tanto) ser crescido.
Dorme. Horas. Muitas. Não se diz quantas que não queremos ter nenhuma comissão de pais ensonados furiosos connosco à nossa espera em qualquer esquina menos bem iluminada.
Adormece ao colinho. Da Avó. Ora pois. Para que servem elas, afinal?
Da Mãe também, ao fim-de-semana, que os horários (ou a falta deles) não se compadecem de saudades.
Hoje, com birrinha e quilos de mimo. E choro sentido, com lágrimas em fio e beicinho de pé na cama, agarrado ás grades para o cenário ser ainda mais enternecedor. E comovente. E resultar em mais colinho que era essa a ideia...
Brinca. Horas. Põe soro no nariz do urso e besunta-o bem com halibut. Encaixa e desencaixa cubos. Põe música a abana-se ao ritmo. Abre e fecha tudo. Esconde os bonecos dentro dos cubos e delira com a alegria do reencontro. Espreita para debaixo de tudo e também se põe em bicos de pés para espreitar para cima. Gatinha. Põe-se de pé e senta-se e levanta-se e senta-se e levanta-se e ri-se. Sempre. Muito. Já tinha dito?

Há dias em que me apetece pouco ser mãe.
Hoje não. Apeteceu-me cada minuto. Apesar do sono e da letargia.
Talvez fosse da chuva.
Talves fosse de ter ido dançar ontem.
Talvez fosse do quentinho que emanava de ti.
Talvez fosse de mim. Ou de ti.

Há dias bons. Hoje foi um deles

domingo, 27 de janeiro de 2008

Sem vontade...

de pôr em dia tudo o que se passou durante esta ausência cibernética.
Com vontade de retomar este e outros namoros.
Com um plano para 2008 para fazer.
Com a incerteza de que servirá para alguma coisa mais do que perder tempo e horas de sono.
Com a quase certeza de que ficará aquém das expectativas.

Mas... de volta. Em muitos sentidos.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

E um mês depois...

só agora consegui fugir para vir cá dar as novidades.
não, não estive de férias até agora e, embrenhada no trabalho como estou, até duvido se estive de férias este ano.

Do Francisco e das férias.
Andou de avião, autocarro, carrosel e barco.
Viu cavalos, cabras, cães, gatos, coelhos, patos, cisnes e pardais ao vivo.
Comeu descontraídamente em quase todo o lado e até mudou a fralda no meio de um museu.
Adorou e voltou das férias a adorar pão e a dizer "nhai" e "nai, nai". Espero eu que sejam sinónimos de "Nham...nham" e não uma qualquer costela alemã desconhecida a puxar para o "não".
Reviu a Avó e os Tios e, na sua imensidão, parecia até que nunca tinha deixado de os ver...
o Sr. José Orelhas Coelho é que decidiu imigrar e ficou por lá. Entretanto, já voltou mas está também é uma saga, com alguma graça, que ficará para aprofundar quando e se o meu tempo voltar a ser gerido de uma forma sã.
A querela com a TAP não serviu de grande coisa, uma vez que não nos deixaram usar a nossa cadeirinha porque lhe faltava o símbolo de um aviãozinho que, por sinal, não é mencionado em lado nenhum. Se não me faltar a paciência e o tempo volto a dar as novas do assunto.
Foi à praia, comeu areia, tomou banhos de mar, passeou à beira-mar, brincou, comeu, dormiu algumas sestas, saltou pocinhas e voltou com uma tom mais dourado do que eu,apesar dos quilos de protector. Pois é, ando eu há 28 anos a tentar deixar de ser deslavada e este menino com 9 meses passa-me a perna numa semana...

Do Francisco e dos 9 meses.
Pesa 8,5 kg e já têm a bela altura de 70 cm. Pode comer de tudo e o que ele dá vivas por esta novidade. Ele é pedacinhos de bróculos, cenouras, peixe, queijo, pão, bolachinhas, pão, arroz, pão e bolachinhas...
Continua um pirata disfarçado de ternurento. Recusa estar de bruços e portanto, gatinhar. Em contrapartida, ganhou uns sapatinhos de rapazote e anda quase mais depressa do que eu! É como o Pai diz "é um bípede...têm é de o segurar, senão ele cai!"
O amor dele ao gatinho aumentou proporcinalmente ao medo do mesmo pelo Francisco. Gentilmente vai dando umas patadinhas com esperança de que o Francisco perceba. Pois... o pirata acha graça e arranca mais uns quantos pêlos, que o Outono vai quente.

(...)
Por hoje....nem o tempo nem a paciência dá para mais.

sábado, 15 de setembro de 2007

Vamos...

de férias!
Ai isso é que vamos!
Ok, hoje tive de passar no trabalho, ainda não almocei, as malas ainda não estão prontas e o voo é daqui a umas horas, poucas. Mas vamos! Ai isso é que vamos!



Dava jeito é que o call center da TAP me desse mais do que música. Apre!

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

8 meses e uma semana

Venho a este cantinho todos os dias. O que tenho para dizer, fica guardado. Escondido. Guardo comigo a esperança do que aquilo que se sente seja mais visível do que o que se escreve, diz ou canta. Tenho fé que assim seja para acalmar este sentimento de estar em falta por não ter dito, não ter cantado, não ter escrito. Digo repetidas vezes que o sinto e isso é sempre mais importante. Ou talvez não seja mas, neste momento, é o possível.

Do Francisco e os 8 meses...
2 dentes que lhe inspiram a maior curiosidade e o fazem andar a investigar os próprios dentes e os alheios, que o fizeram morder o dedo do próprio pé e aprender que não é boa ideia. Que lhe dão um ar de menino crescido e um gozo tremendo a roer pêras, uvas e afins.
Aprendeu a dar beijinhos e para meu orgulho, momentaneamente são um exclusivo meu. Assim, de boca aberta, molhadinhos e com as mãos a agarrarem-me a cara. Para ficar bem perto, bem lambuzada e tão feliz.
Disse mamã. Uma vez. Provavelmente, por acaso e sem relação com a minha pessoa, mas encheu-me a alma. "Mamã". Bem dito. Ao colo do Pai, no escritório. E eu ouvi, da sala. Ouvi porque aquele som conseguiu encher, por momentos, todos os vazios que possam existir. "Mamã..."
Senta-se. Muito direito. E brinca. Muito. Já reconhece e olha em direcção às flores, à luz. E aos passarinhos, à tartaruga, aos anjinhos... Já reconhece porque a Avó é uma boa mestra e ele aprende com todo o mimo com que é inundado.
Não gatinha. Não gosta de estar de bruços. Vê menos do mundo e não quer perder pitada.
Gosta de estar de pé. Em pé. Dar chutos na bola. De telefones, especialmente os nossos. Não gosta quando vibram.
Gosta de banho, de água e de patos. De chaves e campainhas. De torneiras.
Gosta de laréu. De rua. De árvores e nuvens. De carros e muito mais de pessoas. Também gosta de lojas.
Dorme 11h seguidas (não, não é uma provocação). Come de tudo.
Está grandote, com a roupa a fugir, a ficar muito esticada. Com cada vez mais cabelo que arrebita atrás, a prometer uns caracolitos para gaúdio dos avós.
Dorme de lado, como eu. Agarrado ao Sr.José Orelhas Coelho. Destapado e sempre com calor. Ás vezes, abre os olhos, vê-me, sorri e volta a dormir. Nesses dias, sinto que tenho a terminação da lotaria. Sinto que consigo fazer com o que sinto seja, para ele, claro, óbvio. Sinto que consegui dizer-lhe, neste meu teimoso silêncio de contemplação, que o amo, muito, tanto, sempre.
Acho que é feliz. O Pai diz que tem a certeza que é! E muito! E se o Pai diz...

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Novidades

Do Francisco... continua a tosse e o mimo mas desapareceu a febre e o mau-estar. Saldo positivo, no entanto, porque ganhou um dente!
começa com as aulas de "adaptação ao meio aquático" no sábado. não há aulas de desabituação? É que viciado em água é ele!
Do fim-de-semana...praia qb, uns parabéns um bocadinho aldrabados, pouco descanso meu e a sensação de que tenho de descansar é dos fins-de-semana.
Nossas... quase de férias e quase de partida para a terra do "chicolate" (e eu que até nem estou a roçar a obesidade nem nada...)
vamos de férias uma semana e depois ficamos cá a tentar descansar da semana de férias....

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Dentolas...

e já se vê o segundo.
E eu, já começo a contagem decrescente...são só 20 dentes? Certo?
É que este dente veio com umas companhias manhosas. Ele é febre, ele é tosse, ele é mimo, ele é mau-estar, ele é estar bem só onde não está, ele é desespero para pôr o mundo na boca e, a seguir, roê-lo de raivinha...
Ok. Aceito que o sorriso passe de desdentado para dentolinhas mas quero o meu bem-disposto de volta!

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Hibernar em Agosto

Sinto-me a hibernar. Ou com vontade disso. Com necessidade de ir para dentro de mim. De pensar. De emergir com mais energia. De dar nome a este sentimento de marasmo que se apoderou de mim. Desta sensação de estupidificação em frente ao computador, ao relógio. Com o único objectivo de ver passar o tempo. De que o tempo passe e não faça mossa. Com este desgosto porque o tempo passa, efectivamente, e não fez mossa, não fez nada.
Queria muito hibernar para poder dar nome a isto. Porque com nome as coisas, para mim, ficam mais fáceis. Porque sei que não estou deprimida. Apenas a hibernar. Conheço-me um bocadinho para saber que depois o que sai, é melhor. E tenho saudades por antecipação desse melhor que sei que quero e posso ser.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Continuam

... as dores de pescoço. Juntei mais uma de cabeça para fazer companhia às dores de crescimento do Francisco.
O dente já espreita e dei comigo a pensar se não haveria uma fada dos dentes para quando os dentes nascem...
Agora vou ali, tentar ver se ainda consigo ser um "Mú" de qualidade para depois me pirar para perto do meu dentolas.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Colo

De há uns dias para cá que me doí o pescoço. Parece quase um torcicolo.
algumas pessoas dizem-me "pois...habituou o seu menino ao colo..."
Pois...
Acho que não habituei o Francisco ao colo, habituei-me foi a mim a ter o colo cheio com a imensidão do que ele é. E, assim, de cada vez que ele dá o menor indício de que até nem se importa, de que até lhe apetece, não resisto e volto a encher o meu colo com ele.
Definitivamente estou mal habituada. Estou demasiado acostumada ao meu colo com ele e ao bem que me sabe...
Sou partidária da ideia de que colo a mais estraga apenas quem nunca o teve, de que tudo tem o seu tempo e o tempo de bebé de colo ( a expressão diz tudo) é este. Pelo tempo que dura, que me parece, que à maioria dos pais, parece sempre curto.


Em abono da verdade, as dores no pescoço são mais dos malabarismos que faço para lhe dar de comer ao mesmo tempo que ele investiga em todas as direções onde pára o gatinho, do que propriamente de estar ou andar com ele ao colo.
Come lindamente e a boca até está quase sempre aberta e tudo...o meu trabalho é mesmo ir rodando com a colher atrás dela!

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Lugares Secretos

Acredito que todos temos os nossos "lugares secretos".
Aqueles para onde vamos para nos sentirmos mais nós, mais vivos, mais empolgados, mais despertos... Aqueles que nos fazem tremer desde a barriga até ao âmago. Aqueles que nos põem de sorriso na cara. Aqueles que sabemos sempre que nos vão voltar a fazer sentir de forma intensa, forte, vibrante...
Ás vezes são lugares, muitas vezes são pessoas, para alguns podem até ser cheiros, ou livros, ou lojas ou objectos, ou fotografias ou recordações.
Talvez, para ser exacta, sejam mais "chaves-mágicas" do que lugares. É tudo aquilo que nos faz voltar áquela sensação, àquele lugar.
Para mim, hoje foi uma música...
E continuo a tremer até ao âmago com a vontade de sussurar aos brados (sim, é possível sussurrar gritando)..."estou bem viva!"

Grão de areia...

...é o que parece quando se passa ao de leve com o dedo. Um grão de areia.
O primeiro dente do Francisco que já vem aí a despontar. Ainda não se vê e mal se sente mas os dias do meu sorriso desdentado mais doce estão a chegar ao fim para dar lugar a sorriso fabuloso...com dente incluído!
Para já, sem febres mas com uma vontade de morder o Mundo e alguns acordares mais chorosos a reclamar colinho e miminho e colinho e miminho...

Acerca de mim

Mau feitio em (des)construção.

Do Francisco

Aos 6 meses:
65,5 cm
6,900 kg
44 cm pe

Um rapazote, cheio de genica, ternurento, que guincha, faz festinhas, e...aprendeu a dar estalinhos com a língua!

Aos 12 meses:
75cm
9,800 kg

Ri, muito, muitas vezes, alto, todo, com um sorriso cheio de dentes.
Adora esfregonas, vassouras, camiões, autocarros, reclames luminosos, telefones.
Mal pode esperar para fazer tudo o que os crescidos fazem.
Balança como um "sempre em pé" entre o independente e o mimoso.
Rapazote, cheio de pressa, para tudo.

Na mesa de cabeceira

  • "Histórias Verdadeiras" - Pedro Paixão
  • "Cem Promessas..." - Mallika Chopra
  • "Poesia Completa - Miguel Torga
  • "Amarse com los Ojos Abiertos" - Jorge Bucay e Silvia Salinas